segunda-feira, agosto 20, 2012

Entrevista com Andréia Panchiniak - Coordenadora do NAAH/S - SC

FCEE na mídia: confira a entrevista da coordenadora do Naah/s à Rede de Notícias Acaert

20/08/12 - Santa Catarina deve ter cerca de 50 mil alunos superdotados em sua rede de ensino. A estimativa é da psicóloga e pedagoga Andréia Panchiniak, que coordena o Núcleo de Atividades em Altas Habilidades e Superdotação (Naah/s) da FCEE. “Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que de 3,5% a 5% da população geral seja de superdotados. Se tomarmos como exemplo os alunos da rede regular de ensino de Santa Catarina, que são um milhão e 130 mil segundo os dados do IBGE, nós vamos ter em torno de 50 mil alunos com superdotação que estão sem o suporte, sem os estímulos, sem os apoios necessários. Se esses suportes não forem dados, nós corremos o risco de ter esses talentos perdidos”.


O acompanhamento de crianças e jovens superdotados ainda é precário nas escolas. Nem todas estão preparadas para lidar com o aluno acima da média, e não fazem o que é recomendado, como por exemplo, pular o aluno para uma série mais adiantada.

“Para que ele possa avançar, para que possa acelerar de um ano para o outro. Por exemplo, esse menino está na terceira série, mas já tem pleno domínio do conteúdo da terceira série. Inclusive apresenta uma desmotivação acerca dos conteúdos administrados em sala. Então que ele possa ser acelerado, que possa ser passado para a quarta série - inclusive as escolas estão aptas a promover essa aceleração. Ah, mas de repente o menino vá sofrer, porque ele vai conviver com pessoas mais velhas do que ele, emocionalmente talvez ele não esteja maduro... Porém as pesquisas dizem para nós que nesses casos eles tendem a se sentir mais valorizados, mais motivados, porque o seu potencial foi reconhecido”.

Andréia Panchiniak, coordenadora do Naah/s da FCEE lamenta ainda que as universidades espalhadas pelo estado não desenvolvam atividades com crianças e jovens com crianças superdotadas.

“Infelizmente nós ficamos muito solitários, a FCEE junto com a Secretaria de Educação. Porque as universidades públicas discutem muito pouco esta questão. Ao contrário do Rio Grande do Sul, do Paraná, do Rio de Janeiro... e o que a gente observa é que, em experiências nos Estados Unidos e na Europa, as Universidades são os espaços onde esses alunos são atendidos. Eles vão para fazer estágios, para fazerem oficinas, para receberem tutoramento. Por exemplo, eu tenho um menino adolescente excelente em matemática. Com um nível de raciocínio diferenciado, que consegue resolver as questões por um caminho diferente, por um viés diferente. Para onde eu posso encaminhar? A universidade seria um espaço. Inclusive nós já tivemos parcerias, em alguns momentos, com a Universide Federal de Santa Catarina, com o laboratório de matemática, para encaminhar esses alunos. Eu acho que as universidades precisam discutir essa clientela".

A pedagoga e psicóloga explica que a família de uma criança superdotada é uma família preocupada.

“Porque percebe que esse sujeito tem um ritmo de aprendizagem que se diferencia da norma. Que ele precisa de suporte e estratégias diferentes. Que tem um nível de exigência maior. Uma criança acima da média que não recebe os recursos necessários, aquele potencial tende a se diluir, a entrar em um ritmo de normatização. Ele tenta a se igualar aos demais. Ou, o que é mais grave ainda, ele começa a apresentar uma série de características comportamentais que vão desde o desistímulo, ele começa a ficar apático, a se desinteressar pela rotina escolar, até um comportamento extremamente hiperativo, quando ele começa a ficar agitado em sala de aula ou começa a rivalizar com o professor - que o vê como um oponente - na tentativa de buscar um espaço de atenção e acolhimento”.

Ao perceber que a criança tem altas habilidades, Andréia recomenda que as famílias procurem as integradoras regionais de educação especial que ficam nas Secretarias de Desenvolvimento Regional.

“As integradoras de educação especial são as profissionais nas regiões do estado que são responsáveis por integrar, por articular a educação especial naquela região. E como as altas habilidades também são clientela da educação especial, cabe a essas profissionais buscarem as pontes, tanto conosco como com as parcerias da região”.

Transcrição da matéria veiculada em áudio no site da Rede de Notícias Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão), que entrevistou a coordenadora do Naah/s, Andréia Panchiniak.

Matéria sobre alunos superdotados realizada pela Rede de Notícias Acaert

Título: ESPECIAL - Estimativa é que SC tenha cerca de 50 mil alunos superdotados. Mas apoio aos jovens de alto desempenho ainda é precário.
Repórter: Patrícia Gomes - Rede de Notícias Acaert /Florianópolis
Tempo: 04'35"


sexta-feira, julho 20, 2012

Profissionais do NAAH/S - SC realizam capacitação de professores de salas de Atendimento Educacional Especializado - AEE

Nos dias 17 e 18 de julho foi dada uma capacitação pela equipe do NAAH/S na FCEE para professores das salas de Atendimento Educacional Especializado da prefeitura de São José.

A capacitação foi uma solicitação da equipe de Educação Especial de São José e teve como objetivo principal oportunizar aos profissionais das escolas municipais o conhecimento das Altas Habilidades/Superdotação, colaborando para que esses profissionais tenham um olhar diferenciado aos alunos que apresentam indicativos de Altas Habilidades.

Os dois dias de capacitação foram muito proveitosos e os profissionais se mostram muito empenhados nas atividades propostas.

Até a próxima!!!

Equipe do NAAH/S - SC

terça-feira, maio 29, 2012

Inicia curso de Altas Habilidades/Superdotação

O Núcleo de Atividades de Altas Habilidades / Superdotação iniciou no dia 28/05/2012um curso de capacitação de 70 horas na área de Altas Habilidades / Superdotação - Modalidadeàdistância, dirigido a setenta profissionais, entre eles, os Integradores de Educação e Diversidade das 36 Gerências Regionais de Educação; gestores, assistentes técnicos e professores da rede pública estadual da 16ª GERED - Brusque.

O objetivo do curso, programado até o dia 5 de agosto, é difundir políticas públicas; apresentar estratégias para a identificação, atendimento e desenvolvimento de alunos com indicativos de altas habilidades; discutir práticas pedagógicas e promover condições necessárias para que os alunos desenvolvam e potencializem suas habilidades; e divulgar o trabalho do Núcleo de Atividade de Altas Habilidades/Superdotação (Naah/s) de Santa Catarina, instalado no campus da FCEE.

“A capacitação traz um tema – Altas Habilidades/Superdotação – que merece ser urgentemente ser trabalho”, destacou a professora Sirlei Ignácio, uma das sete ministrantes do curso. Ela é a responsável pelo tópico intitulado de “Política de Altas Habilidades” e correspondente à primeira aula do curso, que ainda vai tratar de “O que são Altas Habilidades/Superdotação?”, “Algumas características das pessoas com altas habilidades”, “A importância de uma educação que atenda a necessidade dos alunos com altas habilidades”, “Estratégias para identificação da pessoa com altas habilidades”, “Avaliar para quê?”, “Unidade de atendimento ao professor”, “Unidade de atendimento ao aluno”, “Unidade de atendimento à família” e “Implantação do serviço”.

No conjunto, serão oferecidas dez aulas. Além Sirlei, o curso terá também como ministrantes: Andréia Alves Panchiniak, Giselle Araújo e Silva de Medeiros, Kelly Christina Gelsleuchter, Sandra Duarte Hottersbach, Vânia Pires Franz de Matos e Vanilda de Souza Pires.

Um certificado será emitido aos participantes da capacitação pela FCEE, por meio da Gerência de Capacitação Extensão e Articulação (Gecea), conforme registro individual de 100% de frequência, com avaliação mínima de 7,0.

No decorrer do ano, pretendemos estender este curso para todas as Gerências Regionais de Educação para maior esclarecimento sobre as Altas Habilidades/Superdotação.

Tenham todos um bom curso !!!


quinta-feira, abril 12, 2012

NAAH/S promove exposição sobre arte em cerâmica

O Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação NAAH/S - FCEE promove entre os dias 16 deste mês e 6 de maio no Shopping Itaguaçú, localizado no município, uma exposição sobre arte em cerâmica intitulada “Cal na Parede”, uma releitura bem humorada ou um trocadilho com a expressão “CowParade” (escultura de vacas em fibra de vidro), evento que divulga arte e cultura em inúmeras cidades do mundo (e que em 2011/2012 incluiu algumas do Estado) há várias edições.

Confira maiores detalhes na abertura da exposição que ocorrerá no próximo dia 17/04 conforme convite acima.


Professora da Oficina de Artes - Vânia Franz

sexta-feira, março 02, 2012

2012: Reinício das oficinas do Naah/s

No último dia 22 de fevereiro, reiniciamos as oficinas do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação.A novidade para esse ano é a oficina permanente de Origami.













As oficinas de Artes, Criação Literária e Lego Robótica continuarão sendo oferecidas permanentemente.
Aos alunos e novos colaboradores do Naah/s: Sejam bem-vindos!


terça-feira, novembro 29, 2011

Cobertura da 2ª Mostra de Atividades do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação


























Repórter: Renan C. da Rocha e Lucas M. Gerardi
Fotógrafos: Lucas M. Gerardi e Karoline Abreu
Edição: Karoline Abreu
Revisão e Publicação: Marilyn Mafra Klamt (Professora)

Nos dias 28 e 29 de novembro de 2011, aconteceu a 2ª Mostra de Atividades do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação.
Esta mostra contou com a presença dos alunos, profissionais do NAAH/S, pais e convidados e foram expostos trabalhos de Robótica Educacional, Criação Literária, Artes, Origami, bem como atividades extensivas (LEMAT, SC Games, Xadrez, Vôlei, Judô etc.).

O aluno Thales Lohn, de 13 anos, apresentou o projeto do Teleférico no estande da Robótica.














A professora Sirlei Ignácio contou sobre os projetos desenvolvidos, conforme os níveis das maletas.














Coração - NXT da lego educacional: objetivou demonstrar os batimentos diferenciados entre pessoas (de bebê a idoso)














Moedor de Cana e Xícara Maluca: um projeto executado pelos alunos menores que trabalhou com conceitos de engrenagens e eixos.














Lucas Pierri sempre gostou de aviões e há três anos começou a frequentar um curso de iniciação aeronáutica.














Vânia Franz, professora de artes, diz como surgiu o novo projeto desenvolvido pelos alunos. “O título Cal na Parede é um trocadilho com o termo Cow Parade, que intitula um projeto itinerante que ocorre em todo o mundo e, atualmente, a edição desde projeto está ocorrendo em algumas cidades catarinenses. A temática preponderante na exposição é inspirada na cultura de base açoriana e um dos hábitos acabamento (pintura) das casas era a pintura com a cal. Resolvemos usar essa sonoridade da palavra cal, que é semelhante à palavra estrangeira cow. Essa tradução artística é representada na parede. Enfim, é a concretização dos projetos artísticos enviados pelo NAAH/S ao Cow Parade". Através dessa iniciativa, os alunos puderam efetivar as suas ideias por meio de linguagens plásticas.














No estande da literatura, Karoline Abreu fala sobre o livro que os alunos pretendem publicar no próximo ano Vozes do NAAH/S. “É um livro de contos, crônicas e poemas feitos pelos alunos durante o ano”, afirma.

















Lucas Michelute diz como surgiu seu interesse pela leitura. “Foi a partir de livros infantis e, com o tempo, comecei a ler livros mais complexos e com vocabulário mais ampliado. Meu interesse atualmente é por livros de cavalaria, principalmente do autor Bernard Cornwell”.













Bárbara Jordão, do Origami, diz que seu interesse surgiu na oficina oferecida pelo NAAH/S, produzindo Tsurus e depois partiu para peças mais difíceis. Os temas dos trabalhos são flores e decoração natalina.














Victor Milezzi aprendeu a jogar Xadrez com seu tio aos cinco anos. Em 2008, teve a oportunidade de fazer uma oficina no NAAH/S, quando foi convidado por seu treinador Marcelo Pomar a participar do Clube de Xadrez de Florianópolis. Desde então, já conquistou sete medalhas - sendo 6 individuais e 1 por equipe – e 1 troféu de 3º lugar cadete absoluto sub 16.

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